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Os aparelhos de medir glicemia de ponta de dedo são confiáveis?

Sim. A maioria são confiáveis.

São ferramentas importantíssimas para que o paciente e o médico tenham melhor noção de como está o controle da glicemia. É possível (e necessária) a medida das glicemias em horários variados e em dias diferentes.

Quando surgem sintomas de hiperglicemia (glicemia muito alta) ou hipoglicemia ( glicemia muito baixa) é possível medir a glicemia rapidamente e tomar a atitude necessária para corrigir a situação. Esses aparelhos evoluíram muito e hoje eles são mais confiáveis e necessitam pequenas quantidades de sangue da ponta de dedo.

Às vezes as pessoas ficam surpresas quando medem a glicemia no mesmo horário de coleta de sangue para exame de laboratório e o resultado não é o mesmo… Na realidade, existe uma margem de erro pequena, que na maioria das vezes não compromete a interpretação. É preciso, porém, que se faça o teste de modo correto, com as fitas em boa conservação e dentro do período de validade, que se faça a higiene no dedo com água e sabão ou com álcool ( desde que espere secar) antes de fazer a picada.

Deve-se ler o manual de instruções do aparelho e colocar a data e o horário corretos. E sempre procurar por marcas de laboratório do aparelho já consagradas ( Abbott, Roche, Johnson&Johnson, Bayer).

Nesse vídeo poderemos aprender como ajustar o Glicosímetro Accu-Check Active

American Diabetes Association 2017 – San Diego

O Congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA – American Diabetes Association) de 2017 foi realizado em San Diego na Califórnia. O ADA é o mais importante congresso anual de diabetes do mundo. É sempre bom ver o que há de melhor em pesquisa sobre Diabetes com os melhores palestrantes e pesquisadores.

Entre os assuntos que tive a oportunidade de assistir destaco:

– Um estudo associando maior risco de autismo em filhos de mães com Diabetes gestacional, demonstrando a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado do diabetes na gestação.

– Estudos avaliando as mais novas bombas de insulina para pessoas com Diabetes tipo 1, com recursos que permitem as bombas atuarem praticamente sozinhas no controle da glicemia com diminuição principalmente dos eventos de hipoglicemia que tanto preocupam os pais e pacientes com Diabetes tipo 1.

– Um estudo de segurança com uma das medicações mais novas para o tratamento do Diabetes Tipo 2 que demonstrou benefício na redução de eventos cardiovasculares e na redução de risco de doença renal.

Sempre saio otimista desses eventos pois a quantidade de pesquisa séria sobre o tratamento do diabetes é animadora e sei que podemos esperar melhorias no tratamento nos próximos anos.

 

 

Simpósio SBD 2017 – Regional do Paraná -DOENÇA CARDIOVASCULAR E DISLIPIDEMIA NO DIABÉTICO

No último dia 20 de Maio, organizamos em Londrina um Simpósio com o tema DOENÇA CARDIOVASCULAR E DISLIPIDEMIA NO DIABÉTICO.

A palestra teve transmissão simultânea para Maringá e Cascavel e tivemos a presença de Endocrinologistas e Cardiologistas de Londrina e Região.

Contamos com a presença dos palestrantes Dr. Dalton Bertolim Precoma e Dra. Ana Cristina Ravazzani de Almeida Faria.

 

O destaque do evento foi a divulgação de uma nova ferramenta para o médico calcular o risco de eventos cardiovasculares como Infarto e AVC nos diabéticos e a apresentação de novos medicamentos para o tratamento da hipercolesterolemia.

 

 

PROGRAMAÇÃO:

 

 

O QUE O ENDOCRINOLOGISTA PRECISA EM CARDIOLOGIA?

Dr. Dalton Bertolim Precoma

Prof. Titular de Cardiologia – PUC-PR

Chefe do Núcleo de Pesquisa Clínica em Cardiologia do Hospital Angelina Caron

 

EFEITO CARDIOVASCULAR DOS MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO DE DIABETES

Dra. Ana Cristina Ravazzani de Almeida Faria – Profa. Adjunta de Endocrinologia – PUC-PR

 

DIRETRIZ CONJUNTA DE DIABETES E DOENÇA CARDIOVASCULAR (SBD/SBEM/SBC) 2017

CALCULADORA DE RISCO CARDIOVASCULAR

Dr. Dalton Bertolim Precoma (PR)

Dra. Ana Cristina Ravazzani de Almeida Faria (PR)

 

NOVAS TERAPIAS NO TRATAMENTO DA DISLIPIDEMIA

  • INIBIDORES PCSK9

Dr. Dalton Bertolim Precoma (PR)

 

 

 

PARCEIROS:

Insulina vicia?

 

Não. Insulina não vicia.

A insulina é um hormônio que todos nós temos no organismo, ao passo que pessoas com diabetes tem deficiência parcial (diabetes tipo 2) ou absoluta (diabetes tipo 1).

Assim, as pessoas com diabetes tipo 1 dependem do uso de insulina injetável para sua sobrevivência. Se não usarem, podem desenvolver acidose no sangue e morrer.

Contudo, as pessoas com diabetes tipo 2 podem ou não necessitar de insulina injetável.

Na maioria das vezes, no início do diabetes tipo 2, cuidados com a dieta, atividade física e medicamentos controlam o nível de glicose (açúcar) no sangue.

Com o passar dos anos, pode ser necessário o uso de insulina injetável. É a consequência de uma piora da produção de insulina própria pelo pâncreas.

Com a evolução da doença pode acontecer a falência do pâncreas. Por consequência usará insulina continuamente.

Por outro lado, há casos de necessidade transitória de insulina injetável. Só para exemplificar: infecções, internações para cirurgia, uso de medicamentos que aumentam o nível de glicose no sangue (ex: corticóides).

Nessas situações, após uso transitório de insulina, a pessoa com diabetes pode voltar com o tratamento anterior e não precisar de insulina.

Dietas Milagrosas

 

Um dos maiores prazeres do ser humano é se alimentar!

 

Além de termos uma culinária rica no Brasil, a televisão e a internet nos permite ter acesso a como fazer em casa.

Com toda certeza, toda família tem seu “Chef” que mostra todos os seus dons culinários aprendidos em cursos ou nas redes sociais.

Mesmo assim, a grande comodidade da atualidade são os alimentos processados. Aqueles congelados ou com grandes quantidades de aditivos e gorduras que permitem serem conservados por longos períodos. Pessoas que moram sozinhas ou trabalham muito, acabam cedendo a este tipo de alimentação.

No entanto, surgiu nos últimos meses uma grande discussão sobre alimentação saudável.

A Chef de cozinha e apresentadora Rita Lobo, entrou numa discussão acirrada sobre o que é comer alimentos saudáveis.

Tudo começou quando um internauta perguntou por que ela não ensina a fazer maionese com óleo de coco e iogurte.

Rita foi bem direta:

“1) porque não é maionese;

2) trate de seu distúrbio alimentar”

Ela diz o tempo todo que “Comida é fonte de saúde” e “Quem está procurando uma alimentação saudável precisa aprender a fazer os básicos da cozinha e prestar atenção nas pegadinhas da indústria”.

Com o Panelinha, Rita Lobo difunde o que sabe sobre alimentação em uma parceira de 30 anos com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

Nutricionistas e médicos orientam seus pacientes a ter equilíbrio e moderação na hora de se alimentar.

Sem dúvida cada um tem sua maneira de conduzir uma dieta e nem todos seguem a mesma linha.

Não existem dietas milagrosas. Com toda certeza existem estratégias de dieta diferentes às quais as pessoas se adaptam ou não.

 

Mas existem alguns pontos em que os especialistas concordam:

1 – Redução de calorias é fundamental.

2 – Deve-se evitar alimentos processados e principalmente os ultra-processados ( industrializados) que são densamente calóricos.

3 – Evitar os carboidratos simples (açúcar, farinha branca),

4 – Evitar líquidos excessivamente doces ( refrigerantes e sucos adoçados)

5 – É importante incluir fibras na dieta (verduras, cascas de frutas)

6 – Comer alimentos de verdade ( carnes, ovos, grão integrais, castanhas, verduras, frutas e legumes)

 

Procure seu Médico Endocrinologista e juntos definam a melhor estratégia para você perder peso com saúde.

Gestante com diabetes pode ter bebê com diabetes?

Dificilmente um bebê nasce com diabetes. A gestante com diabetes bem controlado tem bebês normais. Se o diabetes não for bem controlado na gestação, o bebê pode nascer com peso excessivo e apresentar hipoglicemia logo ao nascer. Os filhos de mães com diabetes ou diabetes gestacional vão ter maior chance de desenvolver diabetes na vida adulta.

Diabetes é contagioso?

Não.

O diabetes não é transmitido entre as pessoas.

Há uma predisposição genética a desenvolver a doença quando há outros casos na família.

 

 

 

 

Redução na taxa de complicações relacionadas ao Diabetes no período de 1990-2010

Estudo recente publicado numa das mais importantes revistas científicas do mundo ( New England Journal of Medicine) mostra que houve redução nas taxas de complicações do Diabetes nos EUA no período de 1990 -2010.

Nesse estudo foi observado redução de – 67% de Infarto do Miocárdio, – 64% de mortes relacionadas a crises de hiperglicemia, – 52% de ocorrências de AVC e – 51 % de amputações de membros inferiores.

É uma boa notícia para nós médicos e, claro, para as pessoas que tem diabetes, pois sugere que nos últimos anos, apesar de ter havido um aumento do número de casos de diabetes, estamos detectando a doença mais precocemente e tratando melhor.

Nesse período, houve mudanças nos critérios diagnósticos de Diabetes que contribuíram para o diagnóstico mais precoce da doença. Houve também avanços nos métodos de monitorização da doença (aparelhos glicosímetros portáteis e exames de sangue) e nas alternativas de tratamento com medicamentos e até mesmo cirurgias ( Cirurgia Bariátrica).

Apesar de ser um estudo realizado somente nos EUA, acredito que no Brasil esteja ocorrendo resultados semelhantes pelo menos para as pessoas que tem acesso a serviço de saúde de qualidade. Ainda assim, temos muito a melhorar.